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From my kitchen, with love

Experimentar, (a)provar e partilhar

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Já sabes o que queres para 2017?

O final do ano é, para mim, sinónimo de balanço. Há muito tempo que tenho o hábito (eventualmente quase todos temos) de me sentar e refletir sobre o ano que termina. E era só isto, quase sempre. Passava em revista os melhores e os menos bons momentos do ano, e pensava, superficialmente, sobre como gostaria que fosse o ano seguinte. 

As coisas mudaram quando em 2014 decidi fazer a certificação de coaching. Dois fins de semana intensos, e nada voltou a ser igual. A forma como vejo o mundo mudou, a forma como me vejo também mudou. A forma como vejo e me relaciono com os outros mudou. Nada passou subitamente a ser perfeito, mas muitas coisas passaram a fazer muito mais sentido, outras, por sua vez, deixaram totalmente de fazer sentido. 

Um dos temas abordados no curso da We Create são os tipos psicológicos de Carl Jung. Daniel Sá Nogueira divide-os em quatro: Prático, Emocional, Espiritual, Mental. Significa que todos nós teremos maior predominancia de um destes tipos psicológicos. Eu sou claramente prática/emocional. É para fazer? Faz-se! Agora digam-me uma palavra (sim, não é preciso mais) errada no momento errado e arruinam-me o dia por completo...Ter esta consciência fez-me perceber porque é que as pessoas "chocam"umas com as outras, nomeadamente em contexto de trabalho. É óbvio que um ser essencialmente mental não vai entender porque razão é que uma palavra pode transformar o meu dia, para melhor ou pior ( só para vos dar um exemplo). Compreender as diferenças terá sido das melhores aprendizagens que tive. 

Existe ainda a hierarquia de valores. Não existem valores certos ou errados, existe sim, uma hierarquia. O que para mim é um valor vital, para outra pessoa pode estar no final da hierarquia. Entender e respeitar estas diferenças poupa-nos anos de vida!

Outra grande aprendizagem foi perceber porque é que falhamos no cumprimento dos nossos objetivos. E aqui eu resumiria a duas grandes questões: primeiro, não definimos objetivos de forma correta/eficaz; segundo, a relação prazer vs dor em relação ao que nos propomos fazer. Por exemplo: eu estabeleço como objetivo fazer um curso este ano. Hoje não vou porque está a chover. Amanhã não vou porque tenho um jantar, e assim sucessivamente. O ano terminou e eu não fiz o curso, porque me causou mais prazer fazer todas as outras coisas, do que dor por não ter cumprido com o que me havia proposto. Tem, naturalmente, a ver com o quanto nós queremos atingir determinado objetivo.

O que é que mudou para mim? A consciência. Agora sei porque é que falho quando não cumpro determinado objetivo, e isso faz, para mim, toda a diferença.

Quando tomamos consciencia de todas estas coisas, fazemos (em principio) escolhas mais acertadas. Tornamo-nos mais proativos e menos reativos. Respondemos, em vez de reagirmos. Na maioria das vezes, vá ;)

Se vos faz sentido sentarem-se, pensarem em tudo o que viveram este ano e definirem o que querem para 2017, deixo-vos alguns tópicos para reflexão:

Sobre 2016

  • Quais foram os momentos altos de 2016?
  • Se definiram objetivos, quais foram cumpridos? E quais é que ficaram por cumprir?
  • Coloquem-se em causa. O que é que não fizeram e que dependia exclusivamente de vocês?
  • Que projetos é que já não faz sentido manterem no próximo ano?
  • Que pessoas não querem que permaneçam na vossa vida?

Para 2017 (recomendo que escrevem sobre estes tópicos)

  • O que é que querem transportar de 2016 para 2017? Falo de tudo: pessoas, trabalho, objetos...
  • Qual é o vosso maior objetivo para o novo ano?
  • O que é que podem fazer para alcançar esse objetivo?
  • Que projetos querem manter ou iniciar?
  • O que é que queres fazer de diferente por ti, no próximo ano?

É muito fácil encontrarmo-nos perdidos, como a Alice, e permitir que qualquer caminho nos sirva. Dá trabalho direcionarmos a vela do nosso barco para onde queremos, principalmente quando o vento nos tenta levar para outro rumo. A vida é feita de escolhas, e a maioria delas depende apenas de nós. 

Procurem todos os dias a melhor versão de vocês próprios.

 

Façam de 2017 o vosso melhor ano :))

Até já!

 

 

 

 

 

 

Who?

Cresci entre tachos e panelas. Todas as manhãs era acordada com o cheiro dos doces e salgados que saiam da cozinha da minha mãe...encomendas e mais encomendas! De todas as coisas, só havia uma que eu queria sempre: as empadas de galinha. Não existem no mundo empadas melhores que as da minha mãe. E sim, tenho a receita...mas não, não ficam iguais! Não me imagino uma cozinheira a tempo inteiro, de todo! Mas adoro cozinhar...e adoro comer, claro! Últimamente mais consiente das escolhas que faço em relação aos ingredientes e à forma de os confecionar, tenho descoberto verdadeiras maravilhas, tão simples e tão boas! Espero que vos possa inspirar :)

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